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Capacidade financeira da prefeitura de Taboão está no limite; diz secretário em audiência pública

Por Sandra Pereira | 23/02/2017

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Sandra PereiraAudiência pública teve a presença de vários vereadores que debateram as finanças da cidade

A Audiência Pública da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de Taboão da Serra realizada nesta quarta-feira, 22, constatou que o município está cumprindo suas metas financeiras, apesar da capacidade financeira estar no limite e não haver folga para novos investimentos. Os dados apresentados referem-se ao último quadrimestre do ano e mostram que apesar da crise as finanças da prefeitura estão equilibradas.

O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, vereador Dr. Ronaldo Onishi, declarou que os números apresentados mostram que a prefeitura está com os pagamentos em dia, situação bem diferente de várias cidades da região e de muitos governos estaduais.

“Em relação a outras prefeituras e Estados a situação financeira da nossa cidade é positiva. Estamos com pagamentos em dia, apesar da nossa capacidade de investimento estar no limite”, observou acrescentando que a audiência foi positiva.

De acordo com secretário da Fazenda de Taboão, Adelço Buhrer, a prefeitura saldou os precatórios devidos e isso trouxe alívio financeiro. Restam ainda os pagamentos relativos ao empréstimo para a canalização do Córrego Poá, no montante de R$ 60,4 milhões e da Arena Multiuso com R$ 8,1 milhões, que estão sendo pagos mensalmente.

Ele garantiu que todas as dívidas da administração estão pagar até novembro. Já o mês de dezembro devem ser acertadas em março quando começar o pagamento do IPTU.

Segundo os dados apresentados pelo secretário na audiência em 2016, foram arrecadados com impostos e repasses dos governos estadual e federal R$ 605,6 milhões. As despesas primárias totalizaram R$ 541,4 milhões. Na saúde foram gatos mais de R$ 172 milhões.

A principal fonte de arrecadação do município é o ICMS com R$ 121 milhões, repassado pelo Governo do Estado. Dos impostos municipais, o IPTU se destaca com R$ 53 milhões. Já o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teria sido menor que 2015 se não tivesse um acréscimo de quase R$ 7 milhões referente a cota-parte da multa do dinheiro repatriado do exterior dos brasileiros.

“Se a gente for analisar os números, estamos no limite. Não podemos esbanjar nada. Estamos no limite entre aquilo que estou recebendo e aquilo que estou gastando. Mas se a gente avaliar na medida em que a crise é tão acentuada, nós estamos ótimos. Não tenho sobras para novos investimentos, não tenho sobras para aumento”, disse.

Participaram da audiência pública os vereadores André Egydio, Eduardo Nóbrega, Rita de Cássia, Érica Franquini e Marcos Paulo.

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