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Encontro de Danças trouxe ao Cemur incentivo ao resgate da cultura gratuita em Taboão

Por Anderson Dias | 10/08/2016

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Taboão da Serra sediou no último fim de semana, o 1º Encontro Cultural de Danças do município. Os grupos de dança Power Dance e Favelafro, foram os anfitriões do evento. Com objetivo de expandir o valor da cultura no município, aliado à solidariedade, a direção de Douglas Acerbi e Adriane Rodrigues, reuniu diversas Cias de danças de diferentes comunidades, e ainda arrecadou alimentos para doação a entidades da região.

As apresentações do Power Dance e Favelafro, agradaram em cheio o público presente, e contagiaram a todas as idades. As danças foram embaladas em uma coreografia surpreendente, os grupos prenderam o olhar de todos numa envolvente participação coletiva, que dominou a diversão e a sociabilização em prol da coletividade.

Os grupos The Change Crew, Focus Djí, Subversu Crew, Projeto Freestyle D.S., Sahira Farah, a bailarina Jeniffer Mendes e o intérprete em Libras Diogo Petarnella, trouxeram trabalhos diversificados como danças em família e com tradução em sinais. O projeto contou com o apoio de academias da região, que se uniram aos demais convidados e tornaram o acontecimento num grande show gratuito.

O evento aconteceu no Cemur – Teatro Carlos Drummond de Andrade, no centro do Taboão. O local já recebeu diversas peças de teatro, dança e shows, e constantemente é palco para eventos como baile da terceira idade, shows evangélicos, palestras e formaturas.

Douglas Acerbi um dos organizadores do Encontro Cultural de Danças, conversou com o Jornal Na Net:

Quanto tempo levou para as coreografias das apresentações ficarem prontas?
As coreografias a mim, é como se fossem meus filhos. Junto com os alunos, nós planejamos, estudamos, pesquisamos, realizamos combinações de movimentos, culturas técnicas. Construímos detalhe por detalhe e quando menos esperamos, por volta de 9 meses elas estavam prontas. Cada uma com sua concepção coreográfica.

Quando iniciou a ideia para essa apresentação?
Iniciou quando uma ex-aluna quis divulgar meu grupo devido a gratidão pelo aprendizado adquirido, que a encaminhou para o mesmo caminho que o meu. O intuito dela era mostrar a região projetos culturais voluntários que existem em nossa cidade. Mas resolvemos expandir buscando em um dia de encontro mais grupos, que tinham as mesmas características e ideias.

Como foi o processo para conseguir o espaço no Cemur?
Foi o processo mais fácil que tivemos devido a não ser uma época de muita procura, e por ser um evento cultural e gratuito.

Como você avalia a realização do projeto?
Como um resgate de uma parte de nossa cultura, que a cada dia que passa, está sendo esquecida e desvalorizada. Inclusive conseguimos um apoio maior, especialmente pelos grupos convidados, quando os mesmos se queixaram da falta de eventos deste porte em nosso município como haviam antigamente.

Já pensam em realizar um novo evento?
Com certeza. Antes do nosso primeiro encontro acontecer, já estávamos planejando o segundo encontro com novidades.

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