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Compradores de celulares de roubados foram parar na cadeia em Taboão e Embu

Por Sandra Pereira | 7/08/2016

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Divulgação - Google imagensQuem é pego usando celular roubado pode ser condenado até 4 anos de prisão

Uma moradora do jardim Maria Rosa terminou presa depois de ser pega usando celular roubado enquanto caminhava por uma rua do bairro e foi parada numa ação de rotina da Guarda Civil Municipal na última semana. O celular que estava com ela foi recuperado graças ao IMEI e devolvido ao proprietário. A mulher foi presa em flagrante acusada pelo crime de receptação e pode ficar presa de um a 4 anos. Na última semana também houve prisões de acusados de roubo de celular em Embu das Artes. Roubar celular é um crime comum na região e  as prisões de acusados não param de aumentar.

Comprar celular roubado está deixando de ser um negócio sem riscos desde que a Polícia Civil passou a registrar o IMEI dos aparelhos celulares roubados quem compra e usa o equipamento corre o risco de parar na cadeia. Apesar do risco de terminar atrás das grades muita gente é atraída pelo baixo preço dos aparelhos roubados. O problema é que nesse caso o barato sai muito caro.   

A consulta do IMEI dos aparelhos celulares passou a fazer parte da rotina de abordagem dos agentes de segurança e deve ser intensificada em razão do aumento de roubo e furto de aparelhos celulares. 

Todo aparelho de celular tem um código de identidade e esse recurso está ajudando a polícia a prender ladrões e localizar as vítimas. O roubo de celular é um dos crimes mais comuns nas cidades de Taboão, Embu e Itapecerica, onde os criminosos praticam arrastões em pontos de ônibus para assaltar as vítimas quase diariamente e nos mais diversos horários. 

Achar o IMEI do seu celular é simples. Basta pegar o celular e digitar: asterisco (), “jogo da velha” (), zero (0), seis (6) e “jogo da velha” () de novo. Ou seja: 0 6 . Na tela, vão aparecer 15 números, que formam o código IMEI. 

Cada telefone tem um IMEI diferente, é como se fosse o chassi do aparelho. Desde o ano passado, a central de inteligência da polícia de São Paulo vem usando esse código para investigar um crime que só aumenta: o roubo de celulares. 

A polícia envia esse código para as operadoras de telefonia para descobrir quem é o dono do celular. Com o nome, é possível saber se a pessoa foi roubada e registrou um boletim de ocorrência. A polícia diz que também consegue fazer o contrário: encontrar os celulares roubados usando o código IMEI. 

“Isso facilita imensamente o nosso trabalho porque nós conseguimos localizar um aparelho roubado ou furtado dias, semanas ou até meses depois do roubo. E, invariavelmente, nós encontramos quadrilhas que praticam esse tipo de roubo”, conta o delegado Jair Barbosa Ortiz, responsável pela investigação desses crimes em São Paulo. 

O IMEI também serve para proteger o dono do aparelho. Dá para pedir o bloqueio do telefone passando o código para a operadora. Mesmo se o ladrão colocar um novo chip, o telefone não funciona mais.

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