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Mulher se acorrenta em coluna da Câmara de Taboão para protestar contra movimento de Moradia

Por Sandra Pereira | 2/08/2016

joselina

Sandra PereiraEla se acorrentou para exigir reintegração em movimento de moradia que vai construir 500 apartamentos em Taboão

A moradora de Taboão da Serra, Joselina Maria Rodrigues Garcia, 55 anos, se acorrentou a uma coluna de ferro dentro do plenário da Câmara Municipal para exigir a sua reintegração ao projeto de moradia da Associação Bem Viver, que se prepara para construir 500 apartamentos  no jardim Salete, por meio do programa federal Minha Casa Minha Vida Entidades . Representantes do movimento estiveram na Câmara e tentaram dialogar com a munícipe, que se recusou a agendar reunião com eles. Houve discussão e após sucessivas negativas os dirigentes do movimento deixaram o local.

“Só estou pedindo o meu direito. Só saio daqui quando meu direito e das 150 famílias que foram expulsas for respeitado. Eu quero meu apartamento e das outras  pessoas. Se a Terezinha tem prova do que eu fiz errado traga que eu me desacorrento” , repetiu diversas vezes, acrescentando que ajudou a fundar a Associação Bem Viver, já que era da pastoral da moradia.

Joselina se queixa de ter sido retirada algemada das assembleias do movimento por discordar de algumas práticas dos diretores. Já a direção do movimento alega que ela descumpria as normas da associação e por conta disso foi expulsa do grupo. Joselina já esteve na Câmara três vezes para denunciar o movimento, que não tem nenhuma relação com o poder Legislativo de Taboão. 

“A Joselina é uma pessoa muito difícil de lidar. Ela não obedece as regras do movimento. É muito difícil dialogar com ela. Isso já vem durando mais de 3 anos. Ela era do movimento,  mas ficava falando mal de todo mundo, da coordenação, filmava as famílias sem autorização. Ela viola os estatuto das entidades”, disse a presidente do Movimento, Terezinha da Moradia.
O presidente da Câmara, José Aparecido Alves, o Cido, tentou intermediar uma reunião entre a munícipe acorrentada e os dirigentes do movimento, mas ela se recusou alegando que já se reuniu várias vezes antes e foi humilhada.

“Não podemos impedir que a munícipe se manifeste. Embora esse fato não tenha nenhuma relação com a Câmara ela tem o direito de protestar”, afirmou Cido.

 Sem dizer o que espera com o protesto, Joselina se manteve acorrentada desde o final desde o começo da sessão, após usar novamente a tribuna popular para denunciar sua expulsão do movimento.


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