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Câmara de Taboão aprova projeto que favorece perueiros em meio a discussão acalorada entre vereadores

Por Sandra Pereira | 18/05/2016

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Arquivo do Jornal na NetVereadores aprovaram projeto, requerimento e protagonizaram bate-boca

Depois de uma sessão onde  o ex-vereador José Aprígio e seus coordenadores de campanha “apanharam” por quase oito horas seguidas, a rotina da Câmara Municipal de Taboão da Serra parece ter voltado ao normal nesta terça-feira, 17. Os vereadores aprovaram por unanimidade e com discursos efusivos projeto de lei de autoria da vereadora Érica Franquini (PSDB), que autoriza o governo a criar vagas de estacionamento exclusivo para veículos de transportes escolares em frente a todas as unidades de ensino da cidade, públicas ou particulares, vagas exclusivas para o transporte escolar. Também foi aprovado requerimento do presidente Cido solicitando a implantação de entrada institucional na região do mata da Polícia Militar, no Laguna. 

A autora do projeto reclamou que a falta de vaga preferencial para as peruas escolares em frente as escolas obrigam os condutores a deixar os veículos do outro lado da rua e acabam trazendo risco para os estudantes. 

“Eles atravessam com as crianças na faixa, isso é um perigo para os nossos filhos. Então precisamos ter entrada preferencial em frente as escolas”, declarou a vereadora Érica, logo após acrescentar que seu filho vai de perua para escola desde quando era bem pequeno. 

Um requerimento de autoria do vereador José Aparecido Alves (DEM), o Cido, presidente da Câmara, foi subscrito por diversos vereadores. O documento requer providências do governo estadual para a implantação de uma entrada institucional no Parque Linear do Laguna e do parque Ecológico Municipal, “contemplando benfeitorias de lazer, cultura e esporte na área da Caixa Beneficente da Policia Militar, incorporada por meio de acordo entre o Ministério Público, Estado e Taboão da Serra”. 

“Meu objetivo é abrir uma discussão profunda, porque é obvio que não vamos deixar o parque tão importante como este ser devastado”, disse o presidente. 

A discussão do requerimento levou vários vereadores à tribuna. Ronaldo Onishi (SD) afirmou que o local está sendo subutilizado e sugeriu a realização de estudos para abrir o parque à visitação pública. Ele anunciou de tribuna as trocas de postes e fiações feitas pela AES Eletropaulo em vários bairros de Taboão atendendo às cobranças constantes que fez na Câmara sobre a falta de luz nos mais diversos bairros de Taboão e disse que essa medida à médio prazo vai favorecer toda a cidade. 

Já na reta final da sessão um debate prá lá de intenso entre o presidente Cido e o vereador Moreira (PSD) acirrou os ânimos no parlamento local. O impasse começou depois que Cido disse que apesar de ser democrático iria pedir pra GCM retirar do plenário quem interrompesse as falas dos vereadores na tribuna. Quando Moreira foi usar a tribuna chamou o presidente de “ditador”. Ele por sua vez ameaçou cortar  microfone do parlamentar e a partir dai houve gritos e discussão. 

 “Não é possível aceitar que toda semana o senhor venha  com o discurso de chamar a Guarda Municipal para o povo, presidente. Parece que nós estamos vivendo uma ditadura, onde o povo não pode se manifestar”, criticou Moreira. “É uma questão de respeito. Sou democrático. Agora a  pessoa vir aqui para interpelar, vir com falsas acusações não aceito. Não posso permitir que pessoas venham aqui insultar vereadores ou então interferir na sua fala, é regimental. Então vereador Moreira, vossa excelência leia aqui o artigo 24 e veja o que é de competência do presidente”, completou Cido. 

A sessão acabou pouco depois do vereador Eduardo Lopes usar a tribuna e em discurso contra o ex-vereador José Aprígio questionar se a esposa dele, Luzia Aprígio, conhecia realmente a pessoa com quem dormia nos últimos 20 anos. A resposta acalorada da vereadora foi instantânea. 

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