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Aprígio não vai depor na CEI e vereadores pedem que Judiciário faça condução coercitiva dele

Por Sandra Pereira | 13/05/2016

vidanova

Sandra PereiraAudiência da Comissão foi fechada e houve sinalização de que processo entre na esfera criminal

A reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) criada para apurar possíveis irregularidades no desdobro de áreas da Cooperativa Habitacional Vida Nova evidenciou que o município pretende cobrar sem trégua os 35% de área institucional que seria devida pelo empreendimento à  administração municipal de Taboão da Serra. Segundo os secretários municipais de Obras, Rogério Balzani e Jurídico Joel Ney De Sanctis, ouvidos sob juramento pela CEI, a Cooperativa deve a prefeitura 36.504 mil metros de área institucional, que corresponde a aproximadamente R$ 37 milhões. A oitiva aconteceu sem a presença de público. Somente assessores e a imprensa assistiram os trabalhos. A próxima vai seguir a mesma linha sob o argumento de “evitar uma tragédia”.

“Ficou evidente nas respostas dos técnicos da prefeitura que houve uma série de irregularidades cometidas desde 2006, durante a administração do prefeito Evilásio Farias, quando se iniciaram os trabalhos da cooperativa”, afirmou o presidente da CEI, Eduardo Lopes, em entrevista à imprensa.  

A ausência do presidente da Cooperativa, José Aprígio, foi muito criticada durante os trabalhos da CEI. Eduardo Lopes revelou que o oficial legislativo da Câmara tentou notificá-lo 8 vezes e não obteve sucesso. O relator Marco Porta disse lamentar profundamente a ausência dele. Diante da informação Eduardo Nóbrega propôs que a CEI solicite ao juiz criminal de Taboão que notifique Aprígio e em caso de negativa o faça de forma coercitiva.

“Com toda honestidade fiquei frustrado. Decepcionado com a ausência de Aprígio. Nos 4 cantos da cidade ele tem a imagem de um homem honesto e trabalhador. Na última sessão muito foi falado da condição econômica dele. Pra mim, um pré-candidato a prefeito que diz ser a melhor opção para a cidade não poderia faltar. Quem não deve não teme”, citou o presidente da CEI. “ É no mínimo estranho que uma pessoa que todos dizem ser correta e muito proba se esquive de prestar esclarecimentos”, analisou Marco Porta. 

A próxima audiência foi marcada para o dia 2 de junho. A expectativa é que nessa ocasião Aprígio e a ex-secretaria de Habitação Ângela Amaral, prestem depoimentos. Também foram convocados para depor, mas sem data prevista os diretores da Cooperativa Habitacional Vida Nova, Marilene Trappel de Lima, Hélio Tristão, George Reis, o Régis. 

Durante a oitiva do secretário de Assuntos Jurídicos, Joel Ney De Sanctis, o vereador Eduardo Nóbrega sinalizou que poderá haver direcionamento da ação em andamento contra a cooperativa Habitacional Vida Nova sob o aspecto criminal.

Lune questionou porque o departamento de fiscalização da prefeitura não impediu o andamento das obras para garantir os 35% de área institucional. A observação foi feita porque o vereador acreditava que as obras se iniciaram num governo anterior do prefeito Fernando Fernandes. Mas a informação foi negada pelo secretário de Obras, Rogério Bolzani. Ele assegurou que tanto a aprovação dos projetos quanto o começo das obras ocorreu no governo do ex-prefeito Evilásio Farias. 

Paulinho questionou ao secretário se a prefeitura aceitaria receber a área institucional cobrada dos empreendimentos por meio da doação de um terreno, por exemplo. Joel Ney De Sanctis observou que a meta da prefeitura é seguir o que manda a legislação e recuperar a área como deveria ocorrer.

Integrantes da CEI os vereadores Joice Silva e Ronaldo Onishi questionaram os secretários sobre o desdobramento do terreno da Cooperativa e a destinação de área institucional. 

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