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Processo de impeachment da Presidente Dilma esquenta clima na Câmara de Embu

Por Gabrielly Sousa | 5/05/2016

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Genildo RochaEm resposta as criticas feitas por  João Leite, Rosana afirma a casa caiu e a culpa não foi do PMDB

Na noite da última quarta-feira (04) foi realizada a 14ª Sessão Ordinária Câmara Embu das Artes e após uma fala do vereador João Leite sobre o possível apossamento do vice-presidente Michel Temer ao cargo de presidente  da república  esquentou o clima entre vereadores do PT e PMDB da Casa. Caso o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff aconteça o primeiro na linha de sucessão do cargo é o vice Michel Temer seguido do Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.   

Com o processo de impedimento  da presidente Dilma Rousseff chegando cada vez mais próximo, e seu afastamento dado como quase certo já na próxima semana, o vereador João Leite (PT) resolveu comentar o caso: “Esses deputados que votaram a favor do impeachment não sabem o que significa construir uma democracia, a direita está financiando a direita para que com um processo antidemocrático tire quem ganhou a eleição”. O parlamentar também acusou o vice-presidente Michel Temer de traição, “Ter o Temer como presidente, um trapaceiro, um cara que faz o que fez com a Dilma é um perigo porque se ele fez isso imagina o que não fará com o povo brasileiro, ele é um traidor, um trambiqueiro” acusou Leite que também criticou o deputado Eduardo Cunha e disse ser “um perigo” tê-lo como segundo na linha de sucessão da presidência. 

A vereadora Rosana Almeida (PMDB) saiu em defesa de seu partido: “O PMDB tem coisa errada e está sendo investigado, agora chamar a pessoa de traidor é triste, a casa caiu pra eles e o culpado é o PMDB? Eles roubaram fizeram de tudo e o traidor sou eu que sai do grupo? A Dilma vai sair sim e se tiver que  ser assumido pelo Michel Temer  vai ser sim”. Incomodada com a declaração do vereador João Leite, a vereadora compeltou: “Não vem chamar de traidor porque traidor são aqueles que enganaram o povo brasileiro, que mentiram e que levaram a maior parte do nosso dinheiro”. A vereadora também informou que o PMDB só saiu do grupo por discordar com tudo o que estava acontecendo e não por traição. 

Após a fala da vereadora Rosana, João Leite pediu direito de resposta que foi negado pela parlamentar que presidia a sessão no momento. O vereador chamou o veto de sua fala naquele momento de “falta de democracia”. 

“Se merece ou não merece é só a pessoa avaliar, a casa caiu,o país está falido e sei que não é fácil administrar um país, mas infelizmente acabou o crédito do PT e vai entrar o PMDB que vai ter muito mais crédito”, disse o vereador Luiz do Deposito (PMDB). “O Cunha merece ser afastado, no PMDB tem várias pessoas que merecem sair também, mas temos que enxergar a realidade, o país está quebrado e é lamentável, mas precisa mudar”, concluiu. 

O vereador Jefferson de Oliveira (PSDB) também comentou o caso: “Ficamos envergonhados, mas nem todos são iguais, existem políticos sérios, não precisamos fazer coisas erradas pra se manter aqui, não precisamos mentir nem enganar ninguém como acontece em vários casos”, disse.

Com a ausência do presidente Ney Santos no grande expediente, o Plenário Mestre Gama teve como presidente por exercício a vereadora Rosana Almeida. Os demais vereadores não se pronunciaram sobre o assunto.

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