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Superintendente do Shopping Taboão é ouvido na CPI da alça de saída do local

Por Sandra Pereira | 14/03/2016

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Sandra PereiraO superintendente do Shopping Taboão, Carlos Alcântara, foi ouvido nesta quinta-feira, 10

O superintendente do Shopping Taboão, Carlos Alcântara, foi ouvido nesta quinta-feira, 10, pelos vereadores que integram a Comissão Especial de Investigação (CEI)  criada para apurar os fatos que resultaram na não construção da alça de saída do Shopping para a Régis Bittencourt, no sentido de Embu das Artes. Ele disse que o estabelecimento já gastou mais de 700 mil em estudos e projetos para a implantação do dispositivo e alegou que a burocracia da ANTT e Cetesb atrasam os trabalhos. Entretanto não falou em prazo de construção e pelo desenrolar dos fatos fica claro que o dispositivo pode ser “ trocado” por outro tipo de contrapartida.

“O Ministério Público foi acionado por um cidadão e entendeu que o shopping está fazendo sua parte, por causa disso deu mais dois anos pra gente construir”, afirmou Carlos Alcântara.

Durante os trabalhos, os vereadores aprovaram a prorrogação da comissão por mais 90 dias. Houve a  apresentação de documentos anteriormente solicitados pela presidente da CEI, vereadora Érica Franquini. Ela disse que a decisão de convidar o superintendente para prestar esclarecimentos foi necessária para que os vereadores tirassem dúvidas e definissem como vão dar continuidade aos trabalhos.

Os vereadores questionaram o superintendente sobre um ofício remetido pela ANTT dando conta de que não recebeu nenhum projeto relacionado a construção da alça de saída do shopping até a BR, em direção ao Embu.

A advogada que representa o shopping afirmou aos vereadores que o projeto inicial não obrigada a construção da segunda alça. Ela disse que essa obrigatoriedade surgiu a partir da elaboração do termo assinado pela prefeitura e o empreendimento durante o governo de Evilásio Farias. O superintendente disse que durante a implantação do shopping cumpriu todas as contrapartidas exigidas e afirmou que o estabelecimento já tentou construir uma passagem de nível, proposta que foi negada pela ANTT.

“Os alvarás aprovados pela prefeitura não constavam a obrigação de construção da segunda alça. Ela constava na planta, mas não tinha alvará. A obrigação de construir ela surgiu no momento da assinatura do TAC”, explicou a advogada.

O vereador Marcos Paulo afirmou que a oitiva deixou claro que alguém está mentindo em relação a remessa dos documentos solicitados pela câmara. Ele avaliou que o fato do superintendente ter atendido o convite da câmara com rapidez mostrava que não era ele quem estava mentindo.

Já o presidente da câmara, vereador José Aparecido Alves, o Cido, disse ter o sentimento de que o shopping não tinha dado a devida importância ao Legislativo e  nem a construção da alça, que é uma reivindicação antiga da população.

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