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Postos de Itapecerica não vacinam criança de 1 ano e mãe gasta R$ 635,00 em vacinas

Por Sandra Pereira | 10/02/2016

vacina

Divulgação - FacebookMãe que gastou R$ 635,00 em vacinas e sua filha

Uma moradora do Parque Paraíso, em Itapecerica da Serra, enfrentou verdadeira via crucis para vacinar a filha de apenas um ano nos postos de saúde da cidade. Erika Sudaty relatou que passou um mês tentando vacinar a criança sem sucesso. Por conta disso acabou gastando R$ 635,00 para imunizar a menina num serviço particular. Indignada ela reclamou do descaso, procurou políticos da cidade e vem cobrando uma solução para o descaso na saúde do município, que segundo a jovem mãe atinge até mesmo a vacinação infantil.

“ Há um mês venho tentando fazer com que minha filha tome as vacinas de 1 ano de idade. Pois bem, primeiro recebi a informação de que as  vacinas eram aplicadas até as 16 horas. Disseram que como os postos de saúde por não tinham medicamentos, estavam fechando este horário”, afirmou.

Erika Sudaty disse que  primeira tentativa de vacinar a filha aconteceu no posto de saúde do Parque Paraíso. De acordo com ela era 15h45 e o funcionário que fica no balcão de atendimento a informou que a vacinação era apenas até as 15h30.

“ Fui na segunda vez,  todas as vezes saindo mais cedo do trabalho, porque se eu sou a mãe, a obrigação é minha de levar minha filha para esse tipo de processo. Era o dia 22 de janeiro cheguei lá as 15h20. O mesmo senhor me informou que já havia encerrado o expediente de vacinas, perguntei a ele se não era as 15:30, e o mesmo ficou sem saber o que me dizer”, relatou.

De acordo com a mãe nesse momento a vacina já estava quase com atraso de quase um mês. Foi então que ela decidiu levar a criança  a um centro de imunização particular. “Minha pequena então tomou 3 vacinas, totalizando um valor de $635,00, e ficou faltando a da Tríplice Viral”, contou.

Erika Sudaty disse que então pediu à sua mãe que levasse a menina no posto de saúde  Salvador de Leone e disse que a avó e a criança chegaram lá as 15h25. 

“Simplesmente as 2 recepcionistas e 2 enfermeiras que estavam no atendimento disseram novamente que já havia acabado o expediente de vacinas. Lá está o cartaz, dizendo que vacinas são das 8h30 as 15h30, e não 15h25”, falou indignada.

A moça disse que posteriormente foi ao posto para então exigir uma explicação e encontrou as quatro funcionárias usando o celular. “Perguntei porque não aplicaram a vacina na minha filha se ela chegou faltando 5 minutos para o encerramento. E ela me disse que tem que chegar até as 15 horas, pois além de aplicar a vacina, elas precisam protocolar a carteirinha de vacina. Gente, apenas marcar na carteirinha, não leva nem 3 minutos. Deixar de dar vacina a uma criança, isso é revoltante demais. Eu tive condições de pagar particular, e quem não tem? E as mães que se saírem mais cedo do trabalho, correm o risco de serem demitidas, sim, pois o único comprovante é a carteirinha de vacina, mas há chefes e chefes”, disparou inconformada.

Erika Sudaty passou a exigir explicações dos vereadores, prefeito e Autarquia de Saúde.  “Isso não pode acontecer. Itapecerica está um caos. Tanta gente presa acusada de corrupção e a população sofrendo  com o descaso na saúde”,  finalizou.

O Jornal na Net entrou em contato com a Autarquia Municipal de Saúde pra tratar do assunto mas não conseguiu contato por telefone.

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