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Em rápida sessão, vereadores de Itapecerica comentam prisões e fraude na Câmara

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 2/12/2015

itapecerica

Genildo RochaSangue Bom disse que operação foi o começo do novelo; para ele existem mais envolvidos

A primeira sessão  da Câmara de Itapecerica após as prisões de vereadores, ex-vereadores e funcionários da Casa durante a Operação Redenção  foi rápida e marcada pelos discursos sobre o tema. Os únicos que fizeram uso da palavra foram os vereadores Sangue Bom e Gerson Lazarin.  

Sangue Bom disse que aquela era uma “sessão feliz” por ter parte do desvio da Câmara elucidado e os acusados presos. Em tribuna, Sangue bom foi duro nas palavras e acusou que o prefeito Chuvisco deveria estar preso, uma vez que segundo ele faz parte do esquema ocorrido na Câmara. Faz tempo que o vereador acusa o prefeito Chuvisco, que por sua vez minimiza os ataques afirmando se tratar de uma tática da oposição para manchar seu governo. 

"A sessão mais contente que eu faço é a de hoje porque prenderam quem devia. Eu que cobrei tanto do Ministério Público e digo a vocês que não foi nenhum vereador que achou um roubo na Câmara Municipal mas o Tribunal de Contas que apontou e eu apenas fiz a minha parte como vereador que foi cobrar nessa tribuna", disse o vereador Sangue Bom.  

Vale ressaltar que o vereador Sangue Bom afirmou várias vezes em tribuna que caso ninguém fosse preso não seria candidato à vereador nas eleições municipais de 2016. "Sou candidato a reeleição mais uma vez, porque eu falei nessa tribuna que não seria candidato à vereador se ninguém fosse preso nessa casa e tenho a honra em dizer esse vereador é candidato de novo, venho para reeleição se assim Deus me permitir", garantiu.  

Já o vereador Gerson Lazarin se defendeu de acusações feitas em redes sociais e esclareceu não ter nada haver com a questão do desvio na Casa. Lazarin e o vereador Ernandes são citados no relatório do Ministério Público por terem pego adiantamento de salários na Câmara. De acordo com o MP os dois fizeram a devolução dos recursos dentro um mês. O adiantamento de salário foi o motivo apresentado pelo MP para pedir a prisão dos ex-vereadores José Maria Rosa, Lombardi e Tonho Paraíba. 

"Essa  questão do roubo de R$ 2,5 milhões de reais aqui, a Casa já tinha apontado em janeiro deste ano já e levado a delegacia e o caso já deveria ter sido esclarecido há muito tempo. Então não foi em novembro que a Rota veio e fez aquele show todo, pegou as pessoas e levou presos. Nós chegamos e recebemos o apontamento, levantamos os papéis e levamos para delegacia. Gostaria de ver a imprensa divulgado o roubo e participação dos vereadores na questão de empréstimo e levantamento. Sobre os vereadores, quem foi citado no processo vai ter que se defender mas esse vereador aqui não está citado no processo, e aí um engraçadinho foi lá e fez uma publicação no Facebook que o vereador também participou. Antes de você compartilhar bobagem, se você é desocupado e não tem o que fazer, fique sabendo que essa pessoa não sou eu", declarou.  

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