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Vereadores, ex-vereadores e funcionários presos em Itapecerica serão levados para o CDP

Por Sandra Pereira | 29/11/2015

DP

Sandra PereiraTodos os presos estão detidos na Delegacia Central de Itapecerica desde a sexta-feira, 26 e de lá devem ir para o CDP

Os vereadores, ex-vereadores, funcionários e ex-funcionários da Câmara Municipal de Itapecerica da Serra, presos durante a operação Redenção deflagrada pelo Ministério Público Estadual na última sexta-feira, 27, ainda estão detidos na delegacia de polícia de Itapecerica. Eles devem ser levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade nesta segunda feira. Ainda não se sabe se haverá novas prisões. A Redenção começou em janeiro quando o MP começou a investigar desvio de R$ 2,4 milhões nas contas da Câmara referente o ano de 2013.

A operação Redenção deixou a classe política de Itapecerica  de joelhos. A prisão de vereadores ex-vereadores e funcionários da Câmara Municipal acusados pelo desvio de 2,5 milhões das contas da Câmara trará implicações políticas ainda imprevisíveis para o município. Ainda não se sabe o desfecho de tudo isso, mas é claro que o cenário eleitoral para2016 não poderia estar mais turbulento. 

Os 20 promotores da operação Redenção trabalharam junto com 200 policiais da Rota. Eles prenderam os vereadores Cícero Costa,  Hércules da Farmácia e Cleber Bernardes. O vereador Fabinho Gêmeos está foragido e o filho do vereador Cícero Costa, Rodrigo Costa, também foi preso.  Os ex-vereadores  José Maria Rosa, Tonho Paraíba e Carlos Lombardi estão presos na Delegacia Central. A diretora geral da Câmara Sonia Valéria de Oliveira e os ex-funcionários Jorge Isao Takeda, Eduarda Rosana dos Anjos Silva e Fabiane Teles dos Santos estão presos.

De acordo com o MP a investigação que embasou a operação de sexta teve início em janeiro de 2015, após o Tribunal de Contas do Estado detectar o “sumiço” de cerca R$ 2,5 milhões das contas da Câmara Municipal de Itapecerica da Serra.  

A investigação contou com modernos e eficazes meios de obtenção de prova, notadamente delações premiadas, quebras de sigilo bancários, telemáticos e fiscais, apurando-se a subtração de valores muito maiores.  

O prefeito Amarildo Gonçalves, o  Chuvisco e a vice-prefeita Regina Corsini não estão entre os presos pela operação do MP, mas ainda assim estão sofrendo o desgaste político provocado por ela, já que ambos eram vereadores e fizeram parte da mesa diretora da Câmara num dos períodos que é alvo de investigação pelo MP. 



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