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Celebrações de matrizes africanas e Mulheres Negras marcam semana

Por Prefeitura da Estância Turística de Embu das Artes | 25/11/2015

matrizes

Guego

Mais de 170 pessoas acompanharam a abertura do II Águas de Embu das Artes com Reverência ao Sagrado, Roda e Cantigas Tradicionais Africanas e Samba de Roda, celebração dos povos de matriz africana que aconteceu no Pq. Francisco Rizzo no Dia da Consciência Negra, 20/11.

O rito faz parte da programação do Mês da Consciência Negra 2015 em Embu das Artes e contou com a presença de representantes de diversas cidades e de outros países: Bragança Paulista, São Paulo, São Bernardo do Campo, Cotia, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, São Lourenço, Juquitiba, Carapicuíba, além da Nigéria, Senegal e Angola. 

O grupo infantil Oca de Carapicuíba fez a abertura do encontro. Após, o grupo participou da Procissão das Águas, que reverenciou a Oxalá  e Yabas, entidade da água. Ao final, todos se reuniram para confraternização e dança de samba de roda. 

No sábado e no domingo, os povos se reuniram novamente para prestigiar a abertura da exposição e da I Feira Afro e de Povos Tradicionais, com produtos africanos, comidas típicas e artesanato. O evento contou com a apresentação de grupos  de diversas cidades, além de palestras. Os dois dias somaram mais de 500 participantes e teve repercussão até na Nigéria. O rei Alayeluwa Adeyemi Akanbi Adediran, da cidade de Osun (sudoeste daquele país) gostou tanto da celebração que quer conhecer a cidade: “Nossos amigos publicaram nas redes sociais e temos amigos na Nigéria. As fotos acabaram chegando ao rei, que ficou bastante empolgado com o que viu”, disse uma das organizadoras do evento e membro do Conselho Municipal de Povos Tradicionais de Matriz Africana, Patrícia Antonelli. 

Marcha  

Um grupo de mulheres das cidades de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Cotia e Taboão da Serra participaram da I Marcha das Mulheres Negras (leia aqui a carta da marcha), ocorrida dia 18/11, em Brasília. Após 14 horas de viagem, elas marcharam com outras 20 mil mulheres de todo o Brasil até o Congresso Nacional. A Marcha vem sendo construída desde 2011 e é uma homenagem às ancestrais africanas e em defesa da cidadania plena das mulheres negras brasileiras. 

Depois da marcha, a presidenta Dilma Rousseff recebeu as representantes da marcha. Logo após, se reuniu com a subsecretária-geral das Nações Unidas (ONU) e diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, que também participou da marcha. Phumzile inaugurou a programação global “Tornar o mundo laranja pelo fim da violência contra as mulheres”, iniciativa da ONU Mulheres.

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