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Arrastões atemorizam vítimas em Taboão, Embu e Itapecerica

Por Sandra Pereira | 8/11/2015

sercom

Sandra PereiraArrastões são frequentes no ponto em frente a empresa Sercom em Taboão 

Nas últimas semanas uma onda de arrastões praticados em diversos pontos das cidades de Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica fez dezenas de vítimas. Os arrastões acontecem em locais movimentados e a qualquer hora do dia. Os relatos indicam que as ações são rápidas e acontecem em qualquer parte do dia. Até o momento a polícia não fez prisões relacionadas a esse crime nos municípios da região. A segurança pública é responsabilidade constitucional do Estado. A falta de segurança é a principal queixa da população atualmente. 

Em Taboão da Serra o ponto em frente a empresa Sercom é alvo constante de arrastões. Dezenas de trabalhadores da empresa já foram vítimas. Em Itapecerica moradores da região do Jardim São Pedro se queixam dos arrastões. Na última sexta-feira, 6, alunos da escola Lúcia Akemi foram vítimas dos criminosos. Muitos se assustaram e saíram correndo. Já em Embu das Artes os criminosos estariam agindo na região do Parque Pirajuçara. 

Leitores do Jornal na Net na três cidades enviam queixas quase diárias sobre a ocorrência de arrastões. Eles afirmam que os crimes são praticados por motociclistas armados, que atuam com rapidez e abordam várias vítimas de uma só vez. 

"A polícia não faz nada e os bandidos continuam agindo", se queixou uma vítima em Taboão. "No ponto o São Pedro tem arrastão quase todo dia", relatou uma vítima do crime em Itapecerica. "Algúem tem que nos ajudar pelo amor de Deus. A polícia sabe que isso está acontecendo e não faz nada", reclamou outra vítima do Parque Pirajuçara. 

A violência tem sido um problema constante nas cidades e o crescimento dela é inegável, apesar dos dados oficiais nem sempre confirmarem isso já que grande parte das vítimas dos crimes não presta queixa à polícia. Os moradores se queixam da falta de policiamento e dizem que a polícia não atua pra prender os criminosos que já habituados à impunidade se tornam cada vez mais ousados e violentos.
Nas três cidades a população não pouca críticas quanto a falta de policiamento da Polícia Militar. As queixas também atingem a Polícia Civil no que se refere a demora para o registro dos Boletins de Ocorrência e na falta de investigação e prisão dos acusados dos assaltos. "De que adianta passar horas para prestar queixa se ninguém vai ser preso?", disparou uma vítima que diz ter sido  alvo dos criminosos mas não quis prestar queixa.

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