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Marcos Paulo será relator da CPI do Shopping Taboão, trabalho começou com pedido de documentos

Por Amanda Marques | 5/11/2015

cpi

Cynthia Gonçalves

A 1° reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para investigar os motivos da não construção da alça de saída para Embu, realizada nesta quarta-feira (04), foi marcada pela escolha do relator da Comissão, o vereador Marcos Paulo, o Paulinho, e a requisição de documentos sobre o tema. Na abertura dos trabalhos os vereadores se mostraram indignação com a não construção da alça de acesso sentido Curitiba. A presidente da Comissão, vereadora Érica Franquini, lembrou que faz 13 anos que o Shopping Taboão foi instalado no município e desde então deve à população a construção da alça de saída. A presidente salientou que a atual legislatura foi a única a cobrar a construção de forma incisiva e avisou que só vai descansar quando o dispositivo for erguido. 

“O trabalho dos vereadores dessa CPI é sério e nós vamos garantir o que a cidade quer. Os moradores pedem a alça. É isso que nós queremos. É esse nosso objetivo e não vamos prevaricar. Não vamos aceitar ser enganados novamente”, declarou a presidente.

Os membros da CPI decidiram enviar ofícios requerendo informações sobre o tema para o Ministério do Transportes, ANTT, Arteris, Cetesb e o Ministério Público. A partir da documentação recebida os trabalhos serão iniciados. 

Paulinho recebeu três votos para ser relator. Ele afirmou estar feliz com a instalação da comissão e enfatizou que se tratava de uma tarde histórica. Já falando como relator ele chegou a pedir que o valor da alça seja depositado em juízo.“É uma obrigação o que nós estamos fazendo aqui cobrando, faz parte do termo de compromisso e é isso que nós vamos buscar. Não fazer política baixa, barata, mas sim com um objetivo muito claro, que é alcançar que o shopping cumpra o que deve para a cidade”, disparou o vereador. “Quanto mais o shopping enrolar a cidade, mas a dívida vai crescer, porque nós vamos cobrar os valores corrigidos e os valores só aumentam. Eu nunca vi em uma ação cível, penal o valor ser decrescente. Quero deixar claro que a população de Taboão da Serra pode confiar nessa comissão”, comentou Paulinho. 

Luiz Lune foi sucinto nas palavras e disse que o principal é desmitificar e reconhecer de quem é a responsabilidade da não construção da alça de acesso. 

Eduardo Nóbrega declarou que já que a CPI foi instalada deve-se apurar as responsabilidades dos agentes públicos que por ventura tenham prevaricado, falhado ou omitido na fiscalização das concessões dos alvarás. “Quando se protocola um projeto de uma obra, se tem todas as obrigações necessárias que deve ser feito pelo empreendedor. Então eu tenho certeza que essa CPI vai avaliar a documentação, ouvir pessoas e chegarmos então, se existe algum culpado para que não se tenha construído essa alça até a data de hoje”, ressaltou Nóbrega.

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