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Vereadores de Taboão aprovam projeto do governo, mas divergência entre a base se intensifica

Por Amanda Marques | 29/10/2015

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Sandra Pereira

Elogios, demonstração de força, ironias, ataques, ensinamentos sobre liderança e de novo o ar de crise. Esse é o resumo da “tempestade” na base do governo em Taboão da Serra, que deveria ter chegado ao fim na sessão extraordinária desta quinta-feira, 29, mas ganhou corpo e acabou se tornando pública após pronunciamentos feitos em tribuna. A sessão foi convocada para votar o projeto do Executivo que permite ao governo utilizar recursos de depósitos judiciais da dívida ativa, que segundo os vereadores governistas supera os R$ 3,5 milhões. Como na sessão de terça-feira ninguém admite crise. 

O recurso extra vai reforçar o caixa da prefeitura nesse momento de crise. A relevância dele era unânime entre os parlamentares. O  projeto foi aprovado por 10 votos. A vereadora Luzia Aprígio votou contra alegando desconhecer em que área os recursos seriam aplicados. O vereador Moreira não participou da sessão. 

“O governo poderá usar esses recursos para o pagamento de despesas. No final do ano acrescentar R$ 3,5 milhões ao orçamento é muito positivo, permite, por exemplo, que o prefeito pague parte do empréstimo feito para a canalização do córrego Poá”, explicou o líder do governo, Eduardo Nóbrega. 

A sessão começou com uma rodada de elogios do líder do governo Eduardo Nóbrega, ao presidente Cido pela convocação da sessão extraordinária. Cido retribuiu os elogios e disse que essa legislatura é madura e cada vereador é líder, devendo ser respeitado seu direito de debater os projetos. O clima ameno durou pouco. Bastaram os discursos dos vereadores Marco Porta e André Egydio para os ânimos na base se reascenderem.  

O vereador Luiz Lune ajudou a esquentar o clima fazendo uso de ironia e até deboche. Lune disse que o “líder de governo Eduardo Nóbrega brilha mais que o prefeito” e chegou a compará-lo a Hitler quando tratou do clima turbulento entre a base de governo, citando “que os verdadeiros líderes não expõem seus liderados e nem os coloca em risco”.

“Quero ressaltar aqui, a liderança do Eduardo Nóbrega, mais líder do que nunca. Existem coisas que tem que ser discutidas até a exaustão e eu sou favorável a esse molde de política. Só que isso tem os seus efeitos colaterais, é preciso estar preparado para isso. Preciso de novo aqui ressaltar que essa discussão que nós tivemos à exaustão, fez de você Nóbrega, mas líder do que nunca”, encerrou Porta. 

Já o vereador André Egydio afirmou que sua posição é de base. Ele disse acreditar que as coisas devem ser resolvidas internamente. “Eu acho essa sessão extraordinária desnecessária. A gente poderia até aceitar que a oposição fizesse alguma situação de bloqueio no projeto. Mas base é base! Base não tem meia base. Base é na hora da dor e do amor. Nós temos reuniões de segunda-fera com o nosso prefeito pra quê? Pra depois ir almoçar? Eu acho um absurdo! Se as pessoas estão com dúvida, tem que tirar na reunião de toda segunda-feira quando o nosso prefeito reúne a base e fala: o projeto é esse, esse e esse... Alguma dúvida? Não! E ai depois acontece essa situação da gente precisar fazer uma reunião extraordinária”, reclamou Egydio. 

Após os discursos os vereadores Marcos Paulo, o Paulinho e Ronaldo Onishi retornaram a tribuna para rebater as falas dos vereadores Porta e Egydio. Onishi foi o primeiro. Ele disse ser favorável ao dialógo sempre e mencionou que a Câmara é uma Casa de discussão e cada vereador assume os seus atos, mas sempre com responsabilidade. 

“Todos nós aqui somos líderes, temos os nossos pensamentos e a nossa forma de fazer política. E se algum vereador entende de uma forma o outro vereador não precisa necessariamente entender. Cada vereador tem a sua independência”, declarou Ronaldo Onishi. 

Paulinho enfatizou que o parlamento é vivo e cada parlamentar tem suas características próprias. "Base é base sim, vereador André, eu nunca votei diferente da base, já vossa excelência sim". Ele rebateu firme a fala de Porta sobre 'efeito colateral'. 

“A frase efeito colateral eu vou colocar na gaveta e um dia eu vou tirar. E ai nós vamos ver o que é efeito colateral. Efeito colateral tem para os dois lados. A vida é uma roda gigante. Uma hora você está em cima, uma hora você está embaixo. Tem gente que já está pensando... Eu não sei o que está pensando em fazer, talvez nem candidato seja, e quer fazer média em cima de outras pessoas, eu não aceito isso e depois que a eleição passar vou lembrar esse efeito colateral. Eu conheço os dois lados, sei o que ganhar e sei como é estar fora”, desabafou Paulinho. 

Eduardo Nóbrega tentou minimizar o desconforto dizendo que a base é formada por 10 vereadores fortes e unidos. Sem admitir a crise Nóbrega disse não acreditar que alguns vereadores querem a saída dele da liderança de governo. Ele creditou ao vereador Luiz Lune o problema. Declarou que a ação do prefeito acalmou a base e garantiu a votação do projeto. 

“Basta uma conversa com aquela água, que deve ter um sabor diferente, naquele sofá, com o prefeito Fernando Fernandes que as coisas se acertam. Hoje ficou claro que quem está interessado em crise é o vereador Luiz Lune. Como disse o Porta minha liderança sai fortalecida. O Porta com a sua experiência percebeu que eu consegui dentro de águas não tão calmas conduzir o processo numa votação favorável. Caminho a passo largos ao meu objetivo. Tivemos várias situações, a da Educação que causou o mal estar, a pesquisa que me coloca numa situação que nem eu esperava, com o dobro da indicação de quem está atrás. O maior ensinamento que tiro é que às vezes as contrações vão existir. Não posso perder nunca o foco que é a aprovação dos projetos do governo. Se tiver que tomar mais água vamos tomar, se tiver que trazer a água do governo vamos trazer. Isso em relação ao Porta. Quanto ao Lune ele é inteligente. Está vendo a situação caminhar para a reeleição a passos largos. Toda vez que ele trouxer alguma situação vou falar das obras do governo, como a castração que me coloca como líder da causa animal e a quadra do Marabá que me leva para aquela região”, afirmou Nóbrega. 

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