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Perueiros querem dialogar com prefeitura de Taboão e acabar impasse

Por Sandra Pereira | 22/09/2009

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Perueiros propuseram retomada das negociações com a prefeitura para voltar a trabalhar

O impasse entre os perueiros e a prefeitura de Taboão da Serra pode estar perto do fim. Por iniciativa da categoria uma nova rodada de negociação foi aberta na manhã desta terça feira, quando um grupo de 80 perueiros procurou a prefeitura disposto a acabar com o impasse. Os representantes do grupo anunciaram o rompimento deles com as Cooperativas Coopergente e Coopertab.


Eles garantiram a disposição da maior parte da categoria em negociar com a prefeitura para retomar às atividades suspensas desde a última semana. A expectativa agora é de que o prefeito Evilásio Farias se reúna em breve com a categoria para tratar do assunto.


Os perueiros estavam acompanhados pelo advogado Vicente José da Silva e foram recebidos pelo Secretário de Governo, Ronaldo Dias, e integrantes do departamento Jurídico da prefeitura.


“Estamos de portas abertas para negociar com o prefeito. Queremos saber dele o que é possível fazer para a gente voltar a trabalhar. Nós somos uma família. Aqui não tem Coopertab e nem Coopergente. Tem uma família que precisa trabalhar. Não tem nenhuma facção criminosa no nosso lado. Por isso estamos querendo entrar em acordo com a prefeitura”, resumiu Willian Dionísio.


Ele disse que o novo grupo representa 80 dos 135 perueiros da cidade. De acordo com ele, o grupo está disposto a rodar nas linhas que a prefeitura autorizar e a participar da licitação enquanto pessoa jurídica. “Queremos fazer diferente. Eu nem quero ser presidente de nada. Quero trabalhar e levar o pão para a minha família”, afirmou.


Sérgio Ricardo que também representa os perueiros disse que a partir de agora, em todas as reuniões haverá  revezamento dos participantes para evitar qualquer tipo de distorção dos fatos e das discussões. “O que a gente quer é voltar a trabalhar e não ficar aparecendo”, contou.


O advogado Vicente José da Silva pediu um prazo para que a categoria se adéque à nova Lei aprovada pela Câmara, determinando que para atuar no transporte complementar da cidade é preciso estar constituído como pessoa jurídica. “Queremos regularizar a situação deles. Se a lei existe, que ao menos seja dado um para que eles se adaptem a ela”, sustentou.

 

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Do lado de fora da prefeitura perueiros pediam volta ao trabalho

 

O Secretário de Governo salientou a disposição da prefeitura de negociar com a categoria. Ele declarou que o prefeito Evilásio Farias é obrigado pelo Tribunal de Contas a realizar a licitação, e, garantiu que o objetivo é melhorar o transporte público municipal visando atender com qualidade os moradores da cidade.


“A prefeitura está reorganizando o sistema de transporte. Para isso está sendo realizado um estudo que vai apontar as necessidades da população. Esse é o foco da discussão. É por essa razão que a atitude do prefeito tem que ser enérgica”, justificou.


O secretário orientou aos participantes da reunião que o caminho para resolver o impasse é jurídico. Ele disse que a prefeitura não tem como voltar atrás já que a licitação feita em 2.000, foi vencida pela empresa Pirajuçara, que desde então assinou contrato para operar as linhas.

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