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Macário denuncia crime ambiental em obra de Taboão da Serra

Por Sandra Pereira | 24/08/2010

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Macário é vereador e empresário da construção civil, conhece bem a legislação ambiental

O vereador Macário denunciou no plenário da Câmara de Taboão o crime ambiental que estaria sendo praticado pela empresa Taboão da Serra Empreendimentos Imobiliários cuja sede estaria situada na Avenida Nações Unidas no bairro do Broklyn. De acordo com a denúncia do vereador petista a empresa estaria desviando o curso de um córrego que passa no terreno atrás da Prodesp, perto do shopping Taboão, com a finalidade de construir em cima dele.

Macário informou que após buscar informações mais detalhadas sobre a obra descobriu que no local serão construídas seis torres de apartamentos de alto padrão e um prédio comercial. Nesta quarta-feira, as 10horas da manhã, os vereadores vão até a obra constatar in loco o que pode ser feito para impedir os crimes ambientais no local.

"Quero entender como os órgãos ambientais concederam licença para uma obra que além de desviar o curso do córrego vai cobri-lo para construir em cima dele. Vou tentar entender que mágica permitiu essa licença uma vez que a Legislação Ambiental proíbe completamente esse tipo de crime contra a natureza", declarou o vereador Macário na Tribuna da Câmara.

O vereador é presidente da Comissão de Obras e já antecipou que não irá descansar até levantar quem são os responsáveis pela obra e como eles conseguiram licenciá-la junto aos órgãos ambientais conhecidos pela sua rigidez.

Após constatar o crime ambiental Macário apresentou requerimento que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da cidade. Todos eles comentaram o descaso com o meio ambiente e fizeram discursos defendendo que é preciso conter os empreendimentos imobiliários que acabam trazendo muita gente para morar no município, sem que haja um planejamento adequado para o aumento da oferta dos serviços públicos, como nas áreas de saúde e educação, por exemplo.

O vereador Carlos Andrade propôs que a obra seja embargada até que seja comprovada a legalidade das licenças ambientais. Olívio Nóbrega lembrou um caso ocorrido na região do Monte Alegre onde os moradores se mobilizaram e conseguiram impedir que uma obra de grande porte que traria danos imensuráveis ao meio ambiente.

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