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Audiência na Câmara de Taboão sinaliza que tarifa de energia continuará subindo

Por Amanda Marques | 13/08/2015

audiencia

Sandra Pereira

A conta de luz deve continuar cara e permanecer subindo. Ao menos foi isso que ficou claro durante a audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor ocorrida nesta quinta-feira, 13, na Câmara Municipal de Taboão da Serra. A cúpula da AES Eletropaulo alertou que a energia elétrica subiu 75% esse ano e explicou que o preço da tarifa está diretamente ligado a quantidade de água nos reservatórios e a alta do dólar. Em tempos de crise hídrica e econômica o consumidor vai ter que aumentar a economia cada vez mais para não ver sua conta de luz ficar mais cara mês a mês. Presidente da comissão, o vereador Moreira reclamou da ausência da Citeluz no debate. Os temas recorrentes na discussão foram a falta constante de luz e os postes instalados pela Eletropaulo nas calçadas, que impedem o tráfego de pedestres e cadeirantes.

A Eletropaulo foi cobrada pelos vereadores a fazer os investimentos necessários para acabar com a falta de luz na cidade. Os responsáveis pela empresa disseram que investimentos da ordem de R$ 168 milhões, que estão sendo aplicados em toda a região, vão ajudar a reduzir as quedas constantes de luz na cidade. Eles também afirmaram que a empresa responde unicamente pela distribuição de energia elétrica. A implantação, instalação e manutenção da rede de iluminação pública é de responsabilidade da Citeluz, empresa contratada pela prefeitura para atuar e cuidar da iluminação pública. 

A própria Câmara Municipal enfrenta problemas com a AES Eletropaulo. Na sede própria do Legislativo, inaugurada em outubro do ano passado o ar condicionado não funciona, assim como o elevador que garante acessibilidade. O problema ocorre porque a rede de energia elétrica não é suficientemente forte para garantir o funcionamento dos aparelhos.

O vereador Ronaldo Onishi lembrou que apesar das constantes quedas de luz a conta sobe mensalmente. Ele cobrou que a Eletropaulo apresente relatório detalhado da falta de luz em Taboão da Serra apontando os bairros atingidos, a quantidade de vezes e as causas da falta de luz. “O problema é realmente angustiante”, afirma Maria Elza, moradora do bairro Intercap há mais de 18 anos.Ela contou que a falta de luz acontece na maioria das vezes em dias de chuva, mas que a interrupção dos serviços é recorrente também em outros dias.

O presidente da Câmara Municipal de Taboão da Serra, vereador José Aparecido Alves, o Cido, apresentou durante os trabalhos reivindicação dos moradores do Jardim Indiana e Saint Moritz. Ele citou que ao menos em três ocasiões diferentes constatou pessoalmente a falta de luz no Saint Moritz que traz transtornos aos moradores e comerciantes.
José Antônio Martins, gerente de clientes públicos da AES Eletropaulo, quando questionado sobre as crescentes taxas na conta de luz, informou que todos estão passando por momentos delicados. Segundo ele, os valores aumentam em função da crise hídrica que o país enfrenta, por usar em larga escala energia proveniente da água, além da alta da moeda norte-americana que está atrelada a Usina de Itaipu.José Antônio disse não ser possível certificar que os aumentos serão consecutivos, mas se o cenário permanecer, tudo indica que sim.

O gerente de programação e execução da Eletropaulo, Antônio Wagner Branco, comentou que de janeiro a julho de 2015 receberam um total de 167 ocorrências espalhadas pelos bairros do Taboão, sendo que 50% delas estão relacionadas as árvores, que interferem nas redes da empresa. Nesse sentido, Branco completou dizendo que esses estilos convencionais de rede serão substituídos, para melhor atuação dos serviços à população.

Ele explica que os casos de intervenção de árvores e outros objetos contra as fiações, fazem com que a Eletropaulo desligue o circuito de energia para consertar os problemas, ocasionando o desligamento de todos os pontos, o que força a interrupção do fornecimento.

De 2013 pra cá, Wagner Branco contou que várias ações estão sendo implementadas e entre elas está o projeto de adequação. O projeto tem como objetivo desenvolver equipamentos que seccionam o circuito da cidade, fazendo com que o fornecimento não seja interrompido durante os reparos.

Os problemas não se restringiram apenas ao fornecimento de energia, mas às instalações incorretas feitas pela empresa. O caso do Jardim Mirna foi bastante comentado e a vereadora Erica Franquini manifestou indignação sobre o assunto. A Eletropaulo fez a instalação de um poste em local inapropriado, o que impedia os pedestres e cadeirantes a passarem pelo local.

Érica aproveitou para informar que os vereadores são figuras municipais de extrema relevância e que nessas situações a Câmara deve ser comunicada, pois segundo a vereadora, as reclamações da comunidade vieram de encontro a ela, que sob essa circunstância, não tinha ciência da instalação. Outro ponto questionado pelos moradores presentes na sessão, foi a falta de espaço nas calçadas próximas à empresa Cinpal, que decorre também de instalações incorretas de postes.

 Erica disse que aguarda ofício da empresa Cinpal, bem como da Eletropaulo e dentro de uma semana espera ter o retorno para finalizar o processo. A vereadora comentou que está disposta a fazer manifestação, caso não ocorra a mudança.

No fim da audiência, o debate foi acirrado entre o presidente da comissão, Moreira e o vereador Ronaldo Onishi, que solicitou um parecer da equipe da Eletropaulo, voltando à questão dos problemas de falta de luz. Moreira temia pelo horário de encerramento e com imponência, pediu que desligassem os microfones de Onishi, que por sua vez, rebateu e não se calou.

A ausência da Citeluz

O vereador e presidente da comissão, Moreira, se colocou de maneira taxativa com relação à ausência da empresa Citeluz nas seções de esclarecimento público. A Eletropaulo não ficou de fora em afirmar que, as responsabilidades de manutenção, por exemplo, estão aos cuidados dela, que mais uma vez não compareceu.

Moreira afirma que além de medidas coercitivas à respeito da ausência da Citeluz, será aberta uma petição para pleitear seus direitos diante da Justiça. O presidente da Casa Cido, completou dizendo que vai procurar a Citeluz, para averiguar a falta de iluminação da rua de um morador que estava presente na seção e possui deficiência física.

Valdir

A Jornalista Amanda Marques pontuou bem o episódio, infelizmente estamos pagando um preço muito alto.

DAYANE ROSA

Muito bem detalhada e clara a reportagem da jornalista Amanda Marques. Usando as palavras da moradora, realmente" os problemas são angustiantes" e infelizmente vamos continuar pagando sempre mais.343

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