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Comércio ambulante em Taboão da Serra é uma opção de emprego informal

Por Amanda Marques | 9/08/2015

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Amanda Marques Barracas se tornam opção à quem não consegue emprego formal

O comércio ambulante está se expandindo fortemente em Taboão. Hoje em função da crise do desemprego e também dos aumentos abusivos das contas básicas de água e energia, essa prática se tornou ainda mais executada. 

Trabalhando há pouco mais de 1 ano no ponto de ônibus do Shopping Taboão, José Formoso de 64 anos decidiu atuar como ambulante depois de ser demitido de uma empresa automotiva. Ele conta que, junto com sua esposa, o melhor e mais fácil caminho foi vender doces e salgados na rua. 

O ambulante afirma que o retorno financeiro não é confortável, ao contrário, ele se depara todo mês com dificuldades em pagar as contas e sofre também com a falta de instabilidade, “Tem dias que não conseguimos vender quase nada”, conta.

José sabe que as dificuldades de se comercializar na rua, não está restrita apenas aos vendedores, mas também à quem compra as mercadorias, que sofrem alterações constantes de preço, seguindo os passos da super inflação.  

A falta de oportunidades de emprego foi de acordo com José, o principal fator pelo qual decidiu ganhar dinheiro de modo informal. “É desse trabalho que eu consigo sustentar minha família. Hoje em dia, muitas pessoas dependem disso para sobreviver”, declara. 

José divide o ponto com outra barraca que fica ao lado oposto da sua, e diz que escolheu o Shopping em função da movimentação intensa, também em dias de semana. A Prefeitura, conforme relato do ambulante, avalia o local considerando viabilidade, infraestrutura e possíveis prejuízos, se houverem, para depois concederem a licença. 

De acordo com o site da Prefeitura, todas as barracas são licenciadas, mediante a lei de municipalidade 1921/2009, definindo que todas as atividades comerciais feitas em vias públicas devem ter a devida licença. 

José e sua família dependem totalmente das vendas na barraca e garante que não tivesse essa alternativa, a situação estaria ainda mais difícil. “Não temos muito lucro, mas estamos trabalhando e conseguindo nosso sustento”, diz.

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