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Em greve há 65 dias, Justiça multa Apeoesp em 300 mil por manifestações em rodovias

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 19/05/2015

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DivulgaçãoProfessores da rede estadual estão em greve desde o dia 13 de março 

Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde o dia 13 de março, muitos estudantes estão sem aula na região e diversos atos foram feitos para chamar a atenção do governador do Estado, Geraldo Alckimin para negociação da extensa pauta, dentre as formas de manifestar, os profissionais da educação optaram por alguns vezes bloquear as rodovias, no entanto, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo foi multado em R$300 mil, por descumprimento da liminar que proibia bloqueios. 

Na região apontadas os bloqueios feitos na Rodovia Régis Bittencourt, na altura dos municípios de Embu das Artes e Taboão da Serra. A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Lais Helena Lang Amaral, após ação protocolada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o governo de São Paulo determinou que a  Apeoesp, deve arcar pelo descumprimento da liminar, de 22 de abril, que proibia bloqueios parciais ou totais de rodovias paulistas durante protestos da categoria. 

A magistrada determinou que caso o sindicato não tenha o valor de R$ 300 mil em caixa, que devem ser bloqueadas as contas pessoais dos dirigentes da entidade. O sindicato pode e vai recorrer da decisão e em caso de perca em última instância, o valor determinado pela Justiça deverá ser pago. 

Greve

Parados desde o dia 13 de março, a greve dos professores da rede estadual de ensino completa 65 dias e a pauta de reivindicações é extensa. Cerca de 60% dos profissionais da educação estão em greve e buscam a atenção do poder público com as reivindicações de aumento de 75,33% para equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior, rumo ao piso do Dieese para PEB I com jornada de 20 horas semanais de trabalho; pela implantação da jornada do piso; nova forma de contratação dos professores temporários, com garantia de direitos, sem “quarentena” ou “duzentena”, fim do fechamento de classes; imediato desmembramento das salas superlotadas; fim do assédio moral, dentre outras questões.  

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