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Prefeitura de Taboão alega que não pode intervir nas negociações dos coletores de lixo

Por Direto da Redação do Jornal na Net | 7/04/2015

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Sandra PereiraColetores de lixo e varredores de ruas continuam de braços cruzados 

A greve em Taboão da Serra já completou 15 dias e nas ruas o lixão é relatado pelos moradores de diversos bairros. Inconformados com a demora na solução do problema, muitos munícipes chegaram a fechar ruas e colocar fogo nos lixos em forma de protesto. A coleta e limpeza vias é feita pela empresa contratada CAVO e a situação entre patrão e funcionários parece não ter fim. Questionada com relação a intervenção nas negociações, a prefeitura alega que não pode se posicionar nessa situação.  

"Por ser tratar de um serviço terceirado, a Prefeitura de Taboão da Serra não pode intervir nas relações e negociações entre a empresa, sindicato e os trabalhadores de coleta de lixo e varrição de ruas. Ao fechar contrato com a Prefeitura, a empresas estão cientes que nos valores fechados estão inclusos todos os custos, inclusive encargos sociais e trabalhistas", disse. 

Com o objetivo de minimizar os efeitos causados pela greve, um plano emergencial foi acionado pela prefeitura por intermédio da Secretaria de Manutenção e segundo informações mais de 650 toneladas de lixo domiciliar foram recolhidos desde o início da greve no dia 23 de março. "A operação emergencial conta com o apoio de 70 funcionários da Defesa Civil e das Secretarias de Manutenção e de Obras, Infraestrutura e Serviços Urbano, que recolhem o lixo durante o dia. Nas ações, estão sendo utilizados 10 caminhões traçados, cinco caminhões tocos, três retroescavadeiras, três pás carregadeiras, além de quatro caminhões compactadores". 

A empresa Cavo, responsável pela coleta de resíduos no município, alega que está com 70% do efetivo dos coletores de lixo nas ruas, ou seja, seis caminhões, que estão coletando lixo durante o dia e a noite. Em dias sem greve, Taboão da Serra conta com oito caminhões, que atuam em sete setores, também com coletas diurnas e noturnos. Nesta terça-feira, 7 de abril, foi a vez de 70% dos varredores de rua voltarem a trabalhar. 

Desde o primeiro dia de paralisação, o Departamento de Contratos da Prefeitura foi acionado para que as medidas cabíveis fossem aplicadas, uma vez que não está havendo o cumprimento das cláusulas contratuais, sejam elas parciais ou totais. Neste sentido, a empresa foi notificada e poderá ser responsabilizada e penalizada conforme a legislação. 

A Prefeitura de Taboão da Serra espera que a greve se encerre e aguarda o julgamento do Tribunal Regional do Trabalho, que determinará o percentual do reajuste. A estimativa é que após o fim das paralisações, a situação seja normalizada em até nove dias. Enquanto a paralisação não termina, a Prefeitura segue com o plano emergencial. 

Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Taboão 





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