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Sessão da Câmara de Taboão antecipa clima de disputa que deve ocorrer em 2016

Por Sandra Pereira | 1/04/2015

sessao

Cynthia GonçalvesClima na Casa esquentou após novo pedido de afastamento do prefeito

Parecia já ser 2016. Essa era impressão de quem esteve no plenário da câmara municipal de Taboão da Serra durante a sessão desta terça-feira, 31. O clima entre  os vereadores da situação e oposição ferveu após novo pedido de afastamento do prefeito Fernando Fernandes, dessa vez por supostas irregularidades na doação do terreno da rua localizada em frente ao shopping Taboão. O pedido foi arquivado por 10 votos contra 3. A situação liderada por Eduardo Nóbrega fez uso de todos recursos de oratória disponível para avisar a oposição sobre os riscos de se antecipar o pleito eleitoral. Os dois projetos constantes na pauta da sessão não foram votados e no final dos trabalhos houve pedido de vista de 5 dias para ambos. 

O ex-vereador José Aprígio não estava no plenário mas jamais esteve tão presente na Casa de Leis como na sessão desta terça-feira. Os vereadores da situação se revezaram no uso da tribuna defendendo o governo do prefeito avisando Aprígio direta e indiretamente que era cedo demais para dar início ao processo eleitoral. 

Após discurso do líder do governo Eduardo Nóbrega a vereadora Luzia Aprígio perdeu a habitual calma, bateu na mesa e disse que queria falar. “Eu quero falar”, bradava. Por conta do nervosismo dela a sessão foi interrompida para uma reunião de lideranças. Na volta dos trabalhos, já mais calma, a vereadora usou a tribuna disse que o marido não era político, mas empresário e falou que todos deveriam respeitar a sua atuação em Taboão da Serra por ser conhecido como um homem honesto. 

Depois da fala da vereadora os demais vereadores da base do governo se revezaram no uso da tribuna para  orientá-la a demover o ex-vereador Aprígio de desgastar o governo. Marco Porta falou que se a ação não for revista as “veredas podem não ser mais tão tropicais”. Eduardo Lopes usou a história do rei Davi para alertar a vereadora que nem sempre se deve seguir os conselhos dos que estão orientando Aprígio abater no governo. Já Eduardo Nóbrega foi enfático ao afirmar que família grande e se as provocações persistirem virá como um rolo compressor sobre a oposição. 

Com o plenário repleto de apoiadores do governo o vereador professor Moreira tentou sem sucesso usar a tribuna da Câmara. Foi interrompido  dezenas de vezes pelo plenário que aos gritos acusava os denunciantes do prefeito de ter cometido várias irregularidades enquanto ocuparam cargos na prefeitura. 

Eduardo Nóbrega disse ter conhecimento de que outros três pedidos de afastamento do prefeito devem ser protocolados na Casa e criticou o fato do presidente Cido está levando os pedidos de afastamento para debate em plenário. Nóbrega foi enfático ao afirmar que o presidente dispunha de outros instrumentos para barrar as tentativas de antecipar o pleito eleitoral. 

“O líder do PR ainda tem receio do ataque porque não sabe como está a nossa defesa, a nossa retaguarda. Hoje estava aqui nosso time que pode passar como rolo compressor. Queremos a discussão política. Se não quiserem vamos insistir mais um pouquinho, mais um pouquinho...O que está acontecendo é uma tentativa baixa e rasteira de desgaste do governo. Volto aqui minha crítica ao presidente que precisa defender o parlamento. Isso está desmoralizando a Casa. Ele tem meios legais de evitar isso dando despacho liminar e arquivando essas denúncias ou nós vamos ficar aqui toda terça debatendo pedido de afastamento e sem votar”, disse.  

 Já o  presidente da Câmara, José Aparecido Alves, o  Cido, garantiu estar seguindo todo o rito estabelecido pela legislação para esses casos e se disse confiante de estar fazendo a coisa certa. “Não vou barrar qualquer questão regimental. O Eduardo tem uma forma de pensar e eu tenho outra. Jamais em minha presidência vou engavetar projetos. Tem uma nova denúncia na Casa, mas essa não segue o rito. Ela pede abertura de CEI e por isso não se fundamenta. Diferente de outras denúncias que podem ou não ser acatadas na Casa. Não vou fazer nenhum ato ilegal na minha presidência”, salientou Cido, acrescentando que segue rigorosamente as orientações da procuradoria da Casa. 


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