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Manobra de líder de governo e alça de saída do shopping dominam pauta da sessão de Taboão

Por Sandra Pereira | 12/03/2015

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Cynthia GonçalvesSessão ordinária aconteceu nesta terça-feira, dia 10, em Taboão da Serra 

Já era previsível que o líder do governo na Câmara Municipal de Taboão da Serra, vereador Eduardo Nóbrega (PR) “roubasse” a cena nas sessões legislativas e não deixasse a oposição ganhar corpo na Casa. Na sessão da terça-feira, 10, ele materializou a previsão em menos de 5 minutos de trabalhos iniciados. Entrou num embate com o presidente da Casa, vereador José Aparecido Alves, o Cido, sobre o regimento interno e o ato abafou totalmente qualquer repercussão que pudesse existir em torno da morte ocorrida no Antena de uma jovem de 25 anos. Nóbrega tirou o foco do fato para a questão do regimento e já com os ânimos mais calmos foi a discussão sobre a  não construção da alça de saída do shopping Taboão para Embu das Artes que dominou a pauta. A moça morta no Antena sequer foi citada e o líder do governo pode comemorar o gol. A oposição nem se deu conta.

“Presidente o senhor tem que seguir o regimento”. Repetia enquanto subia e descia da tribuna se revezando na leitura de artigos. Ninguém sabe como começou o impasse, mas ele foi a cortina de fumaça perfeita a ocasião.

De novo foi o vereador Marcos Paulo, o Paulinho, que presidiu a comissão especial  de acompanhamento criada para acompanhar os trabalhos de construção da alça de saída, que cobrou a construção do dispositivo. Paulinho lembrou que o Shopping  assumiu o compromisso shopping de construir a alça.  Ele cobrou que caso a BR seja municipalizada o shopping tem que repassar ao governo a quantia correspondente ao valor da alça.

“Esse tema traz grande repercussão na nossa cidade e região: a tão sonhada alça de saída de Taboão. Tem que cumprir o compromisso firmado nessa Casa e com a cidade. Isso não é nenhum favor. É uma responsabilidade. O shopping diz que está fazendo alça, ao menos que seja virtual ninguém sabe nada do assunto. A Arteris e a ANTT negaram ter recebido o projeto. Com quem será que está a verdade? Temos que descobrir”, disse, citando a reportagem publicada no Jornal na Net, leia aqui

Paulinho anunciou que vai requerer ao Shopping, Arteris e ANTT os questionamentos sobre o tema para definir os rumos que a Casa vai tomar antes de partir para a realização de uma Comissão Especial de Investigação.

“Quem tem ouvidos ouça, quem não gostou ouça pouco. Vamos falar até que essa alça saia”, completou.

O vereador Luiz Lune se disse inquieto com a inquietação de Marcos Paulo e disse que era preciso se aprofundar sobre as razões pelas quais o shopping foi aberto sem a construção da alça de saída para Embu. Lune tentou politizar o tema mas foi barrado por Paulinho. Lune disse estranhar o não envolvimento do prefeito Fernando Fernandes no tema. Falou que ao que parecia só a Câmara estava interessada no assunto. A vereadora Luzia Aprígio entrou na mesma seara, chegou a dizer que o shopping foi inaugurado de maneira incompleta numa das gestões anteriores do prefeito Fernando Fernandes. Ela falou que o Assaí abriu suas portas sem estar com a obra finalizada enquanto outras obras na cidade estariam com dificuldade. “Será que não tinha fiscalização naquela época e agora tem?”, disse.

A vereadora foi silenciada por Marco Porta que a orientou a não ingressar nessa vereda que poderia causar outros tipos de transtornos.  Porta não explicou direito sua fala deixando a todos a liberdade de pensar que estava tratando do Centro Empresarial Vida Nova. “Se nós formos entrar por essas veredas a coisa não vai ficar fácil. A alça tem que ser feita, mas tenho que defender o prefeito. Se ficarmos olhando com maus olhos as veredas ficam complicadas. A senhora já fez um levantamento do crescimento da cidade?”, questionou.

O presidente da Câmara de Taboão da Serra, vereador Aparecido Alves, o Cido, avisou que a Casa tomará as medidas cabíveis necessárias para que o shopping construa a alça. “Não vamos abrir mão dessa questão. A Casa fará o que for preciso”, avisou.

Ronaldo Onishi propôs que todos os agentes envolvidos no tema da alça sejam novamente convidados pela Casa para mostrar em que pé as coisas andam. “Tivemos um acordo. O shopping se comprometeu a construir a alça em dois após a recusa da construção de travessia transversal”,

A vereadora Érica Franquini falou com propriedade que a Casa não vai prevaricar no assunto. “Essa questão tem todo meu apoio. Se for preciso vamos parar a BR. Fechar o Shopping. Essa cidade tem vereador. A alça tem o meio apoio. Custe o que custar os vereadores vão cobrar essa alça”, avisou, acrescentando que dia 3 de abril fará audiência pública de Direitos Humanos e garantiu que a mesma será atuante.

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