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Desvio de R$ 2,4 milhões na Câmara de Itapecerica motiva protestos e onda de boatos

Por Sandra Pereira | 4/02/2015

itapecerica

Arquivo Jornal Na NetMoradores da cidade lotaram Câmara e interromperam sessão em protesto contra desvio

Itapecerica da Serra está pegando fogo após o desvio de R$ 2,4 milhões na Câmara Municipal no ano de 2013. Os acusados eram funcionários dos departamentos de Recursos Humanos e Financeiro da Casa e estariam operando o esquema de desvio por conta própria. Eles isentaram vereadores de participação na fraude. Mas o fato não conseguiu abafar o calor provocado pelas denúncias. Na sessão desta terça-feira, 3, dezenas de moradores lotaram o plenário da Casa cobrando explicações, exigindo a devolução do dinheiro e a prisão dos envolvidos. Os protestos também acontecem nas redes sociais onde os moradores expressam sua revolta. Nos bastidores da política itapecericana os boatos sobre o caso são constantes e cada hora um novo fato movimenta a cidade.

O clima esquentou mais ainda quando o vereador Sangue Bom disse que o esquema de desvio acontece há vários anos. Ele chegou a dizer que faz 30 anos que os desvios acontecem. Depois disse ter cópia de cheques da Câmara que teriam sido assinados pelo prefeito Chuvisco. Sangue Bom chegou a dizer que não disputará a reeleição caso ninguém vá para cadeia acusado de participar do esquema.

O vereador cobrou ação do Ministério Público na investigação do caso. Na cidade todos se perguntam porque os servidores que confessaram o desvio não foram presos depois de terem assumido o crime. Além disso, todos cobram a devolução dos recursos. Também há os que criticam duramente o fato da mesa diretora antiga não ter visto os desvios.

Oficialmente o desvio ocorrido em 2013 foi descoberto após apontamento do Tribunal de Contas. Na cidade já é dado como certo que o esquema também operou em 2014. A dúvida é saber se os desvios aconteceram em anos anteriores a 2013.

A investigação do desvio da Câmara de Itapecerica está sendo conduzida pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra. A polícia evita dar informações do caso para não prejudicar o andamento das investigações. Os vereadores se esforçam para colaborar numa tentativa clara de demonstrar que não têm ligação com o crime e distanciar seus nomes do desgaste político provocado pelo fato. Mas a repercussão do assunto na cidade torna esse processo difícil.

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