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Vereadores entram na Justiça para realizar eleição da mesa diretora de Taboão

Por Sandra Pereira | 15/12/2014

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Sandra Pereira Sede nova do Legislativo é vai abrigar eleição mais disputada da história da Câmara

Como já era esperado a eleição para a escolha da mesa diretora da câmara de Taboão da Serra foi parar na Justiça. Na sexta-feira, 12, vereadores do chamado grupo dos 7, que tem como líder o vereador Marcos Paulo (Pros) entrou com mandado de segurança para pedir que a eleição aconteça de fato. O mandado será julgado pela juíza Thais Galvão Camilher Peluzo. Ela vai anunciar a decisão depois de analisar o regimento interno e a Lei Orgânica, o que ainda não tem data para ocorrer.

O resultado do pleito interno da Câmara de Taboão ainda é um mistério. Mas,  Marcos Paulo, Cido da Yafarma (DEM), Érica Franquini (PSDB), Ronaldo Onishi (SDD), Luzia Aprígio (PSB), Luiz Lune (PC do B)  e Professor Moreira (PT) têm pressa que a eleição ocorra. 

A disputa acirrada pela presidência da Câmara tem sido uma verdadeira guerra de nervos. Do lado do grupo 6 os vereadores liderados pelo atual presidente, Eduardo Nóbrega (PR), se mantêm firmes a espera de que haja um "traidor" no ninho do grupo de Marcos Paulo. Todos os dias novas investidas são feitas nesse sentido. Nos bastidores já é dado como certo que um dos vereadores do grupo dos 7 deve trair os pares. A situação é tão atípica que o “traidor”  pode ser eleito presidente com o apoio do grupo dos 6. 

O cenário pré-eleitoral é tão instável e turbulento que uma possibilidade aventada há meses pelo presidente da Câmara, Eduardo Nóbrega, pode até se tornar real e fazer Taboão ser a única cidade do País a ter prefeito do PSDB e presidente da Câmara do PT, graças a uma composição jamais vista entre partidos, que são rivais históricos. 

 A jogada pra lá de arriscada, assim como foi a coletiva na qual Marcos Paulo anunciou ter sete votos para a presidência, poderá redesenhar o mapa político de Taboão da Serra e aniquilar de uma vez só os vereadores do grupo dos 7.

Do lado de Marcos Paulo os vereadores têm pressa para realizar a eleição e evitar que a propagada traição se concretize. Do outro o chamado grupo dos 6 entende que o tempo é fator decisivo para ajudar ao menos dois vereadores a “recobrar a consciência” e cumprir o acordo da base, por meio do qual a nova mesa diretoria deveria ser eleita entre os 10 integrantes da base governista.  

Vistos como "traidores" do acordo entre a base Cido e Érica são aguardados com ansiedade pelo grupo dos 6, na esperança de recompor a família para as festas de final de ano. 

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