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Impasse e manobras impedem a eleição da mesa diretora da Câmara de Taboão

Por Sandra Pereira | 9/12/2014

sessao

Sandra PereiraVereador Marcos Paulo promete acionar a Justiça para garantir realização da eleição da mesa diretora

Como já era previsível a eleição da mesa diretora da Câmara de Taboão da Serra não aconteceu nesta terça-feira, 9. Na prática o adiamento  reforça o clima de tensão que predomina no meio político de Taboão desde que 7 dos 13 vereadores anunciaram pela imprensa terem fechado o voto na mesa diretora. A não realização do pleito dá mais tempo para que os vereadores do grupo dos 6 conquistem voto dentro do grupo dos 7, que promete permanecer unido e resistindo às pressões. Ambos os lados acusam o outro de golpe.  O atual presidente, Eduardo Nóbrega (PR) acusa os 7 pares de darem golpe quando quebraram acordo interno e fizeram o anúncio pela imprensa. Líder do grupo dos 7 Marcos Paulo (Pros) promete acionar a Justiça para determinar que a eleição ocorra e acusa que a indefinição em relação a eleição é um golpe.

O grupo dos 6 tem relação mais estreita com o governo municipal e espera que o prefeito Fernando Fernandes reforce a busca pelo voto capaz de garantir a vitória. Enquanto isso o grupo dos 7 corre para tirar do governo a impressão de que a eleição de Marcos Paulo foi articulada pela oposição e reafirmar apoio a reeleição do prefeito. 

De acordo com Eduardo Nóbrega o adiamento da eleição seria uma forma de dar tempo para os vereadores Érica e Cido “recobrarem a consciência”.  Ele disse que vai trabalhar incansavelmente para ajudar os pares a fazer isso durante essa semana. Durante a sessão o presidente colocou a eleição em pauta. Mas foi clara a ação para extinguir o tempo do expediente, período no qual a eleição deve ser realizada, que vai até as 20 horas. Ele anunciou que na próxima semana a eleição deve acontecer "se houver tempo hábil".

“Parlamento é uma Casa sensível, que vive sobre a palavra, sobre o acordo. O parlamento é um local em que aquilo que está estabelecido não pode ser alterado de maneira nenhuma. E alguns líderes entendem que a  coletiva antecipando a eleição e alterando a sede da eleição, que o Poder Legislativo causou desconforto. Me ligaram imediatamente dizendo que não é assim que funciona e também existe um acordo que é público, notório, entre os 10 vereadores, com o prefeito municipal , a base governista, que comanda esta cidade. Isso deixou o governo numa situação delicadíssima porque um acordo pilar da manutenção de um grupo de maioria está sendo descumprido sem nenhuma justificativa, sem nenhuma conversa prévia, sem nenhuma informação  aos membros deste grupo”, disparou Nóbrega, acrescentando que o ato dos vereadores inviabiliza a participação deles no governo. “Não há como ser governo se descumprir um acordo de dois anos e permanecer no governo”, completou. 

Em entrevista à imprensa Marcos Paulo afirmou esperar que a eleição aconteça o mais breve possível por decisão judicial. Ele classificou como golpe o fato da eleição não constar na ordem do dia da sessão. Paulinho revelou que os vereadores do seu grupo vinham sofrendo pressão antes da coletiva. Disse que todos querem votar. Falou que enquanto a presidência não for definida não haverá votação do Orçamento da cidade para 2015. Ele reafirmou pertencer a base do governo e disse que estará ao lado do prefeito na reeleição em 2016.

“A mesa diretora precisa assistir o comercial da OLX e desapegar do poder. Entregar o poder. Entender que a eleição é um direito dos vereadores. Eu sou candidato. Não volto atrás. Os vereadores querem votar. Nós vamos a Justiça para garantir a eleição”, avisou. 

Marcos Paulo acusou estar havendo segregação entre os vereadores por parte de integrantes da mesa. Lembrou discursos no qual o presidente teria pedido cabeças ao prefeito. “Nós somos vereadores. Ninguém pode pedir cabeça do outro. Tem que respeitar o peso de cada um”, disse.

Questionado sobre a declaração do prefeito Fernando Fernandes afirmando ter se sentido traído pelos vereadores Érica e Cido ele declarou que os quatro querem o bem do governo. “Depois disso tudo vamos ter que criar muitas pontes. O problema hoje é que estão criando muros. Mas nós iremos fazer as pontes. Se o prefeito entende que o Cido é traidor eu também sou assim como a vereadora Érica e o Onishi”, afirmou.

Paulinho disse considerar o chamado do  prefeito para participar da eleição como os casos de “menino que não consegue resolver briga na rua e chama o irmão mais velho”. Ele afirmou não ter procurado o prefeito para tratar da presidência e disse considerar excessiva a exoneração dos cargo de Érica e Cido. 

“Quem tá criando os muros e fazendo o prefeito brigar não sou eu. Quem abriria mão com 7 votos. Mantenho a minha candidatura. Sou governo. Sou solidário aos colegas. Quem está criando briga no Legislativo é grupo do presidente”, disse.

Na primeira parte da sessão o semblante carregado dos vereadores evidenciava o clima pesado que o Legislativo vive desde a última semana. A segunda parte da sessão durou poucos instantes e nenhum dos vereadores do grupo dos 7 participou. Ao que tudo indica caberá a Justiça a missão de apaziguar os conflitos na câmara por meio de determinação para que a eleição ocorra. A sessão foi a mais curta da atual legislatura e uma das mais tensas.  

Integrantes do MST de Taboão da Serra liderados pelo vereador Paulo Félix participaram da sessão para apresentar várias emendas ao orçamento da cidade para 2015. Ainda não há previsão de quando o orçamento será votado. 

A sessão teve início com a leitura de um trecho bíblico realizada pelo vereador Pastor Eduardo Lopes, que levou quase meia hora, ocupando boa parte do tempo que é destinado ao expediente. Após isso foi dada a palavra ao ex-vereador Paulo Félix, que utilizou da Tribuna Popular que estava suprimida por conta do ano eleitoral, para debater mais uma vez sobre os anseios do MTST. Quando faltava 30 minutos para o expediente acabar, os vereadores se retiraram para reunião de lideranças e mesmo que fosse de vontade da maioria, não restou tempo hábil para que ocorresse a escolha do novo presidente.

Benedito

Gostaria de saber a opinião de todos o que acham de traidores ou de quem trai???

arthur vila iase

se por ventura a oposição cassar algum vereador para sancionar o voto, eu sinto muito, mais não acredito mais na politica feita pro povo de taboão da serra.

the kid

O tempo passa e a burocracia até para eleger o Presidente da Câmara em-quanto as pinturas das lombadas do Jardim Clementino se apagaram todas mais tem gente que olha e vê.

Edvaldo Gonçalves dos Santo

Que manobra feia para impedir a eleição da messa diretora da Câmera para o biênio: 2015,2016, Usaram até a leitura da bíblia para ganhar tempo "Isto é uma vergonha" Parabéns! Pelo menos tentaram evangelizar o povo... "A sessão teve início com a leitura de um trecho bíblico realizada pelo vereador Pastor Eduardo Lopes, que levou quase meia hora, ocupando boa parte do tempo que é destinado ao expediente. "

Antonio

Ridícula atitude pastor vereador, uma vergonha usar o nome de Deus em vão...

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