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Prefeitura de Taboão conclui cursos contra violência doméstica

Por Prefeitura Municipal de Taboão da Serra | 30/11/2014

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DivulgaçãoEquipe multidisciplinar encerrou o projeto “Tempo de Despertar” onde 30 homens agressores participaram e tiveram a pena atenuada 

O projeto da Prefeitura de Taboão da Serra, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, batizado como “Tempo de Despertar”, que tem como objetivo a realização de um trabalho em rede com os autores de violência contra a mulher, teve o encerramento dos primeiros cursos no dia 25 de novembro.

Com o apoio do Poder Judiciário;  das Secretarias Municipais da Saúde, da Segurança Pública, de  Assistência Social e de Desenvolvimento Econômico, além da Coordenadoria dos Direitos da Mulher, sete encontros foram realizados, com palestras educativas e exposição de vídeos.

Participaram 30 homens que respondem a inquérito policial ou estão com processos em andamento. Não puderam ser incluídos aqueles que tenham cometido crimes sexuais, estejam com a liberdade cerceada, sejam dependentes químicos com comprometimento, tenham transtornos psiquiátricos ou autores de crimes dolosos contra a vida. Através do projeto, os participantes que compareceram a todas as reuniões tiveram a chance de ter a pena atenuada.  

O curso também tinha como objetivo auxiliar na inserção socioeconômica e no encaminhamento para tratamento de dependência de drogas e álcool ou acompanhamento psicológico e psiquiátrico, quando verificada a necessidade.

Os agressores foram acompanhados, durante o processo, por uma equipe multidisciplinar da Secretaria de Saúde e da Coordenadoria dos Direitos da Mulher. A secretária da pasta, Dra. Raquel Zaicaner, ressaltou que o projeto é um desafio para Prefeitura e para a Promotoria. “Resgatar a questão da cidadania e colocar esses homens no leito das suas famílias foi um desafio muito grande, pois tivemos que acompanhar o dia a dia de suas atitudes para que essas agressões não se repitam”, conta.

O último encontro foi emocionante, com depoimentos dos participantes relatando algumas mudanças no seu cotidiano familiar. Muitos viram o projeto como recomeço, reconhecendo a gravidade da agressão doméstica. A promotora de Justiça, Dra. Maria Gabriela Prado Mansur, enfatizou a necessidade da formação do curso para criar uma esperança de modificação nesses homens. “Agradeço o esforço de cada um em participar e por permitirem criar uma conscientização de não violência”, diz.  “Estou muito feliz, pois tivemos êxito em alguns casos”, finaliza.

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